Soneto n.168
E eu olhei o céu, enlevada,
com lápis e papel na mão,
então sonhando acordada,
derramei ali meu coração.
Sozinha (no vão da sacada)
e presa de grande emoção,
pedi para ser a sua amada
à estrelinha da constelação.
Ah! Eu não sei se foi só piedade
o brilho que tudo aqui iluminou
- tamanha Luz sobre a cidade!
Mas, uma gota de prata pingou
e, com uma incrível fidelidade,
o seu nome (no ar) ela traçou!
Silvia Regina Costa Lima
2 de novembro de 2010